sexta-feira, 22 de maio de 2009

Fernanda, Canse-o



[Este requerimento chegou-me por email, anónimo, e desconfio que viole algum segredo de justiça]

Requerimento a Fernanda

Ó Fernanda, dado
que já estou cansado
do ar teatral
a que ele equivale
em todo o horário
de cada canal,
no noticiário,
no telejornal,
ligando-se ao povo,
do qual ele se afasta,
gastando de novo
a fala já gasta
e a pôr agastado
quem muito se agasta
por ser enganado.
Ó Fernanda, dado
que é tempo de basta,
que já estou cansado
do excesso de carga,
do excesso de banda,
da banda que é larga,
da gente que é branda,
da frase que é ópio,
do estilo que é próprio
para a propaganda,
da falta de estudo,
do tudo que é zero,
dos logros a esmo
e do exagero
que o nega a si mesmo,
do acto que é baço,
do sério que é escasso,
mantendo a mentira,
mantendo a vaidade,
negando a verdade,
que sempre enjoou,
nas pedras que atira,
mas sem que refira
o caos que criou.
Ó Fernanda, dado
que já estou cansado,
que falta paciência,
por ter suportado
em exagerado
o que é aparência.
Ó Fernanda, dado
que já estou cansado,
ao fim e ao cabo,
das farsas que ele faz,
a querer que o diabo
me leve o que ele traz,
ele que é um amigo
de Sao Satanás,
entenda o que eu digo:
Eu já estou cansado!
Sem aviso prévio,
ó Fernanda, prive-o
de ser contestado!
Retire-o do Estado!
Torne-o bem privado!
Ó Fernanda, leve-o!
Traga-nos alívio!
Tenha-o só num pátio
para o seu convívio!
Ó Fernanda, trate-o!
Ó Fernanda, amanse-o!
Ó Fernanda, ate-o!
Ó Fernanda, canse-o!

Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 23:41 | 3 comentários   Hiperligações para esta mensagem
quinta-feira, 21 de maio de 2009

Princess Tinymeat



Julgava que era o único doido a ter um EP dos Princess Tinymeat, essa banda obscura dos anos oitenta formada por Binttii, uma personagem impossível de existir nos anos zero-zero, em que tudo é uma encenação, e que chegou a integrar os não menos obscuros Virgin Prunes. Mas eis que ontem à tarde, a caminho de casa, a ouvir a Rádio Oxigénio, algo que apenas faço quando o Pedro Ramos entra em delírio, alguém (?) lembrava a música "Angels in Pain". Não resisti e por isso aqui fica. A memória é uma coisa tramada. É o que dá ter sido "gótico", eh, eh.

Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 18:26 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem
segunda-feira, 11 de maio de 2009

Este momento



Chavela Vargas, a amiga mexicana, que afinal nasceu e era da Costa Rica, de Pedro Almodóvar, companheira de Frida Khalo e de Diego Rivera, entre outros, acaba de celebrar o seu nonagésimo aniversário.
Em entrevista ao El País Semanal, quando questionada sobre a época da vida com que ficaria se tivesse de o fazer, dispara um categórico "Este momento". E continua, "Sí. Estoy bien. Estoy centrada. No me he desbocado. Ni me siento más de lo que soy, ni menos tampoco. Estoy en un término justo."

Eu também ficava com este momento, obrigado, mas não tenho noventa anos.


Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 16:32 | 1 comentários   Hiperligações para esta mensagem
quarta-feira, 6 de maio de 2009

O resto é ruído



[Mahler e Strauss à saída da ópera de Grätz em Maio de 1916 numa fotografia de Gilbert Kaplan]


Alex Ross é crítico de música na New Yorker e, em 2008, foi seleccionado "MacArthur Fellow".
Para quem não sabe, os MacArthur Fellowships são atribuídos anualmente pela MacArthur Foundation sob a bastante esclarecedora estratégia de comunicação "Out of the Blue — $500,000 — No Strings attached". Ou seja, todo os anos, entre 20 e 30 pessoas recebem quinhentos mil dólares, sem qualquer compromisso que não seja continuarem a ser eles mesmos. Naturalmente, todos são escolhidos pela sua criatividade e originalidade bem como pelo seu potencial para contribuírem de forma importante para o futuro (sic). Desde 1981 até 2008 foram seleccionados 781 "Fellows" e na longa lista encontramos nomes como Merce Cunningham, Thomas Pynchon, Ornette Coleman, Bill Viola, Mark Strand, Harold Bloom, Susan Sontag, entre outros ilustres mais e menos conhecidos. Desconheço se existe algum estudo sobre o impacto deste programa, mas parece-me óbvio que a taxa de sucesso deverá ser bastante inferior a 100%. Os actos falhados serão seguramente compensados pelos casos de sucesso que serão o equivalente à lotaria de Natal, com a única diferença que a sorte não é um factor determinante.
Alex Ross é um caso de sucesso: para além de reconhecido crítico musical, escreveu em 2007 o livro que me vai ocupar nos próximos tempos: "The rest is noise, Listening to the Twentieth Century". Uma história da música do Século Vinte parece uma tarefa impossível para 600 páginas, mas o livro inicia com um daqueles eventos que marcam a História dos homens e deixa adivinhar que as restantes páginas se irão suceder com o mesmo ritmo que as primeiras 50. Em 16 de Maio de 1906 Richard Strauss dirigiu, pela segunda vez, a sua ópera maldita, Salome, cujo libreto é baseado na peça de Oscar Wilde, na cidade austríaca de Gräz pois os censores imperiais não permitiram que o fizesse em Viena. A esta cidade confluíram personalidades tão importantes para a história da música como Gustav Mahler, Giacomo Puccini, Arnold Schoenberg, Alexander Zemlinsky, Alban Berg e, espantem-se, Adolf Hitler, então com dezassete anos. Segundo Alex Ross, Hitler teria confidenciado mais tarde ao filho de Strauss que tinha pedido dinheiro emprestado a familiares para fazer a viagem, mas a sua presença é, no entanto, apresentada como uma mera hipótese. Factos à parte, esta récita fundadora é o ponto de partida para uma viagem que apenas terminará com os ainda recentes anos 90 do século passado.
Quando a Salome foi apresentada pela primeira vez em Nova Iorque, depois da perturbante dança dos sete véus a filha de JP Morgan fez com que os restantes espectáculos fossem cancelados. Em baixo podemos ver uma récita na Opéra de Paris, em 2003, 96 anos depois de Nova Iorque, em que a conhecida soprano Karita Mattila se despe no final da demoníaca e sensual dança. A história da música, como a nossa história, é feita destas contradições.
Como todos sabemos, no final, Herodes manda matar Salome depois desta beijar os lábios da cabeça de João Baptista que lhe foi entregue numa bandeja de prata.


Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 04:52 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem
sexta-feira, 1 de maio de 2009

Quem tem uma pergunta?*




Apesar de europeísta por convicção, a relação da União Europeia com os seus cidadãos recorda-me a história que Jean-Claude Carrièrre regista na sua Tertúlia de Mentirosos, a propósito de um eremita cristão, com os pés em sangue e a cabeça a arder pelo sol que corria sem destino pela areia e gritava a todos os ecos do deserto, “Tenho uma resposta! Tenho uma resposta! Quem tem uma pergunta?”
Enquanto os cidadãos europeus não se levarem a sério nesta qualidade e não utilizarem o principal instrumento de influência de que dispõem, os partidos políticos continuarão a assobiar para o lado e a cidadania europeia não deixará de ser, nesta medida, mais do que um mero expediente burocrático destinado a conferir uma aparência de legitimidade a um sistema político que carece desesperadamente de mais participação cívica e democrática. Mais do que uma pergunta, os cidadãos europeus deveriam ser convidados a apresentar uma resposta, mas para isso, no dia 7 de Junho, não se podem demitir das suas responsabilidades.

* Artigo sobre as eleições europeias para continuar a ler no próximo número da Revista Obscena que será apresentado na Livraria Trama, na próxima 3.ª-feira, dia 5 de Maio, o meu mês.
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 00:10 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem
segunda-feira, 27 de abril de 2009

De repente, não mais que de repente






Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 08:14 | 2 comentários   Hiperligações para esta mensagem
quinta-feira, 23 de abril de 2009

Brasil em 3 Actos

Acto # 1

Acto # 2

Acto # 3
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 03:14 | 2 comentários   Hiperligações para esta mensagem
terça-feira, 21 de abril de 2009

Kwaidan



Screenshot daqui.

Há filmes assim, que se nos colam à pele depois de terem estado em lista de espera durante meses, talvez anos, apesar das sucessivas recomedações de alguns amigos que são uma fonte inesgotável de curiosidades, para utilizar um eufemismo, como bem sabemos. Assim, Kwaidan, de Masaki Kobayashi (1916-1996), prémio especial do júri de Cannes em 1966, que aparece, onde mais poderia ser, na Criterion Collection.

Quatro histórias de fantasmas, segundo tradicões japonesas, com narrativas tão delirantes como intensas e um trabalho de fotografia e cenografia quase operático, que dificilmente classificaria de terror mas que, pelo menos, me vão deixar inquieto hoje à noite.

Só espero que não neve.



Keiko Kishi como The woman in the snow.
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 05:30 | 2 comentários   Hiperligações para esta mensagem

Susanboylização




O mais recente vídeo viral, que conta já com mais de 70 milhões de visualizações, em menos de duas semanas (?), vem provar três coisas: primeiro, que as pessoas adoram que quem humilha seja humilhado; segundo, que preferem o talento anónimo ao institucional; terceiro, que a esperança vende, e muito.
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 01:18 | 3 comentários   Hiperligações para esta mensagem
segunda-feira, 13 de abril de 2009

Irreparável

A minha exposição terminou ontem, dia de Páscoa, e só posso agradecer a todas as pessoas que me apoiaram e que a visitaram. De regresso do Brasil e ainda em Brazilian mood - mas isso fica para outro post - encontro na caixa de correio um valioso presente da minha amiga Helena Simões: um texto que fecha a exposição, tal como me havia prometido, e que aqui reproduzo integralmente. Obrigado, Helena, pelas palavras que tão bem sabes utilizar, mas sobretudo pelo teu "olhar" que consegue sempre encontrar mais naquilo que faço.

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IRREPARÁVEL*
como eu não sei rezar, só queria mostrar
meu olhar, meu olhar, meu olhar


Não, o belo não é óbvio. Nem evoca necessariamente a harmonia ou a pureza. Talvez convoque, sim, o absoluto, o uno. E revela a imanência. A imanência de algo a que (sabendo ou não) estamos ligados. Neste sentido, o belo é religioso porque re-liga. A revelação é feita através de uma fina passagem, uma porosidade, uma permeabilidade que pode acontecer, por exemplo, ao contemplar as fotografias desta exposição.

Não, não vale a pena ter cautela ou usar alguma outra rotina de distanciamento. Enquanto produzimos o inevitável julgamento estético, as protecções vão-nos sendo retiradas. As erudições, os conceitos, as definições. Permanece apenas o estremecimento. Mas é justamente aí, nessa suspensão, que desvelamos a imagem e acedemos à outra realidade – mais ampla? Mais luminosa?

Não, não é que não seja possível encontrar a narrativa de cada fotografia desta exposição. Podia acontecer que as narrativas se relacionassem numa arquinarrativa interminável, pois todas se gerariam. Mas podemos antes perseguir uma ideia que nos entregue uma das chaves que nestas fotografias abriu a passagem por entre a materialidade das coisas.
Toda a obra de arte é um tiro no véu da realidade. A bala atravessa (a dor d)as coisas e choca com um limite. No movimento do choque – por um instante – a fixidez da terra torna-se aérea ou fluida e é possível vislumbrar o contorno dessa coisa. Quebrar o aparente continuum de uma realidade sem fim. Interrogar o limite. Isso é uma exposição. Ou um abismo.

Nesta exposição há treze maneiras de chocar com as coisas, interrogar o limite e atravessar a dor. Primeira: não atravessar, mas ficar ao lado dela (Homem sem Qualidades, 2003). Segunda: partir à sua procura, como quem desce as escadas, com alegria (Quartier, 2008). Terceira: olhá-la estupefacto e vê-la a aproximar-se (S/Título, 2006). Quarta: esperar por ela (Boa Vista, 2006). Quinta: amá-la (Boa Nova, 2009). Sexta: carregar com ela, com fervor (Antígua, 2006). Sétima: fundir-se com ela (Avó, 2007). Oitava: manipulá-la (Joker, 2004). Nona: entregá-la ao destino (Playing, 2004). Décima: observá-la (Mata, 2008). Décima primeira: reconciliar-se com ela (Palermo, 2005). Décima segunda: levá-la consigo devagarinho e em silêncio (Commuters, 2005). Décima terceira: comungar com ela o mistério (Oração, 2003). Há ainda mais uma maneira: senti-la e sorrir (S/Título, 2005).

Chocar com o limite, atravessar a coisa, interrogar a dor.

Claro que tudo isto é uma interpretação privada, uma construção, uma ficção. Uma histerese.
Não, não vem no Dicionário Imperfeito da Agustina, mas isso é o menos importante porque a aproximação ao conceito é perfeita: “o laço da ficção que gera a expectativa é mais forte do que todas as realidades acumuláveis. Se ele se quebra, o equilíbrio entre os seres sofre grave prejuízo.” E isto podia ser uma variante de histerese.

Não, não nomeei a chave, mas creio que ela fica na intersecção entre o choque e o limite. O choque (o olhar) é vertical, o limite é horizontal, a sugerir a imagem da cruz... encontrei-a em todas as fotografias desta exposição, sem excepção. Irredutível. Do lado de cá, o fotógrafo está no ponto de conflitualidade essencial entre uma realidade velada à espera de ser revelada; o fotógrafo que está no ponto de encontro entre uma visão e a afirmação dela.

Não, não podemos sair sem celebrar a beleza (salvífica?) das fotografias desta exposição. Com Agamben, ao definir o amor (estará assim tão longe do belo?) “ver simplesmente algo no seu ser-assim: irreparável, mas nem por isso necessário; assim, mas nem por isso contingente”. Irreparável.

Helena Simões

* Para a exposição de fotografia – Histerese, de Rui Hermenegildo – Trem Azul Jazzstore, de 12 de Março a 12 de Abril de 2009.
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 17:53 | 1 comentários   Hiperligações para esta mensagem
sexta-feira, 20 de março de 2009

Lisboa na ponta dos dedos

Obrigado, Sancha, por me teres deixado em histerese.

Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 22:50 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem
terça-feira, 17 de março de 2009

A Divina Desordem

Um agradecimento sincero ao amigo Eduardo pela divina referência.

Em troca, a personagem do fim-de-semana, "THE" Captain Feeney. Esperem até ao segundo minuto, para uma das cenas mais hilariantes do melhor filme de sempre.

Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 23:17 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem
sábado, 7 de março de 2009

MONOFOLHA


Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 20:44 | 5 comentários   Hiperligações para esta mensagem
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Segundo teste

Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 21:11 | 4 comentários   Hiperligações para esta mensagem

Safety net



Não há nada mais angustiante do que terminar um projecto pois deixamos de ter desculpas para adiar aquilo que sabemos que temos de fazer. Terminei a quinta e última temporada do THE WIRE e não vou revelar mais nada pois não sou bufo. Com esta série, nunca a ética da criminalidade foi tão séria.

Ainda sobre o THE WIRE, este fim-de-semana descobri o que se pode chamar de empatia televisiva quando alguém me disse, para reforçar o seu culto pela série, sobre uma conhecida do escritório: "Desconfiava dela, mas quando numa reunião imitou o Clay Davis e disse shiiiiiit, revelou-se-me imediatamente uma outra pessoa".
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 01:50 | 2 comentários   Hiperligações para esta mensagem
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Com um mês de antecedência

Mark Strand, um poeta americano, nascido em 1934 e espero que ainda vivo, escreveu, em 1990, um poema em prosa, a que chamou From a Lost Diary, que uma grande amiga e uma das minhas referências pessoais me deixou na caixa de correio, há quatro anos atrás, pelo menos, ou estarei enganado? Começava com um desarmante I had not begun the great journey I was to undertake. I did not feel like, para continuar, mais à frente, com um tão pessoano There is so much not to do!
No início desta semana, num intervalo do Roberto Bolaño, regressei ao Philip Roth, The Dying animal, que uma outra grande amiga me ofereceu, provavelmente não tão segura de si como a anterior, sem razão, mas com igual força de temperamento e de personalidade. A admiração que tenho pelas duas é idêntica, embora nenhuma saiba. Na página 5 cruzei-me com o adjectivo poignant, que num dos seus possíveis sentidos podemos traduzir por pungente, mas que já ganhou muitos outros entretanto.
Porquê tudo isto?
Estou a preparar uma exposição de fotografia, para inaugurar daqui a um mês, e entre a escolha das ditas e do respectivo conteúdo, fui confrontado com uma questão recorrente: porquê expor ou mostrar alguma coisa? Qual a razão que nos leva a sujeitar à crítica alheia, quando podemos permanecer na nossa zona de conforto na qual todos somos autores brilhantes. Qual é a vontade que nos conduz e que nos faz dizer I did feel like. Talvez apenas porque um amigo nos desafia para isso mesmo, como aconteceu, sem qualquer pretensão, apenas pela amizade e pelo reconhecimento, nunca objectivo, obviamente, por aquilo que de alguma forma criamos.
O flyer anterior é isso mesmo: a exposição já tem um nome, porventura provisório, vai-se realizar e devo-a a todas as pessoas com quem me cruzei nos últimos oito anos. Sim, a ti também.

Nunca serei artista, mas gosto de criar, disse Ésquilo.
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 06:59 | 5 comentários   Hiperligações para esta mensagem

Check sound

Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 06:56 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Garanco-vos que Elina viu tudo



Sou um homem de gostos simples, um melómano moderado que decide os concertos a que assiste com base em critérios igualmente simples. Depois de uns Mogwai, ontem, que apenas pontualmente justificaram a dedicação, blame the sound system, nada como o recital de Elina Garanca, hoje, no sítio do costume.
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 22:43 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Tipping point

Chegámos ao ponto em que as pessoas inteligentes sentem necessidade de explicar as razões pelas quais estão ou não no Facebook, Twitter ou Whatever. Eu proponho antes o seguinte exercício: não pensem nem se justifiquem demasiado. Utilizem as redes sociais porque consideram que são úteis ou então deixem-nas em paz, mas não julguem os outros, aqueles que as utilizam, do alto da vossa superioridade, porque é isso de que se trata, de um julgamento. Até parece que os Facebookers não preferem o convívio de carne e osso, a leitura ou a escrita, ou que ter poucos "amigos" é um sinal de pouca popularidade. Cada um terá as suas razões para utilizar estas novas "ferramentas", como os outros terão as suas para não as utilizar, e eu próprio começo a pensar que escrever este post poderá parecer uma forma de justificação. A única razão que me poderia fazer abandonar o Facebook, no entanto, é a notícia do dia 2 de Fevereiro, do Telegraph, de que a empresa se prepara para vender a informação pessoal para publicidade. Aliás, já uma vez apaguei a minha conta devido a uma preocupação semelhante.
A apologia dos blogues também não é muito convincente pois, entre links, comentários e por detrás de um aparente anonimato, também são uma rede social. Ou nunca conheceram ninguém através dos blogues?
No Facebook, como nos blogues, cada um escolhe a informação que quer partilhar, os links que quer inserir ou os amigos que quer fazer ou adicionar. Todas estas "ferramentas" são, no entanto, formas de comunicação, de reach out, que eram impensáveis até há bem pouco tempo. Nem todas as pessoas têm colunas em jornais, provavelmente porque não têm nada de interessante para dizer, mas estas redes facilitam a expressão pessoal, e isso parece-me uma coisa boa, apesar de todo o ruído que este facto também envolve. Compete-nos a nós filtrar o desperdício e não negar a evidência da sua possível utilidade.
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 09:39 | 7 comentários   Hiperligações para esta mensagem
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Sir, yes Sir



Mítica cena de Full Metal Jacket, com Matthew Modine, em versão panqueroquer militar, a desafiar R. Lee Ermey:

"Is that you Jonh Wayne? Is this me?"
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 23:43 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem
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Acerca de mim

name: Rui Hermenegildo

info: O Domínio dos Deuses, um blogue sobre condomínios

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