quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Segundo teste

Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 21:11 | 4 comentários   Hiperligações para esta mensagem

Safety net



Não há nada mais angustiante do que terminar um projecto pois deixamos de ter desculpas para adiar aquilo que sabemos que temos de fazer. Terminei a quinta e última temporada do THE WIRE e não vou revelar mais nada pois não sou bufo. Com esta série, nunca a ética da criminalidade foi tão séria.

Ainda sobre o THE WIRE, este fim-de-semana descobri o que se pode chamar de empatia televisiva quando alguém me disse, para reforçar o seu culto pela série, sobre uma conhecida do escritório: "Desconfiava dela, mas quando numa reunião imitou o Clay Davis e disse shiiiiiit, revelou-se-me imediatamente uma outra pessoa".
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 01:50 | 2 comentários   Hiperligações para esta mensagem
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Com um mês de antecedência

Mark Strand, um poeta americano, nascido em 1934 e espero que ainda vivo, escreveu, em 1990, um poema em prosa, a que chamou From a Lost Diary, que uma grande amiga e uma das minhas referências pessoais me deixou na caixa de correio, há quatro anos atrás, pelo menos, ou estarei enganado? Começava com um desarmante I had not begun the great journey I was to undertake. I did not feel like, para continuar, mais à frente, com um tão pessoano There is so much not to do!
No início desta semana, num intervalo do Roberto Bolaño, regressei ao Philip Roth, The Dying animal, que uma outra grande amiga me ofereceu, provavelmente não tão segura de si como a anterior, sem razão, mas com igual força de temperamento e de personalidade. A admiração que tenho pelas duas é idêntica, embora nenhuma saiba. Na página 5 cruzei-me com o adjectivo poignant, que num dos seus possíveis sentidos podemos traduzir por pungente, mas que já ganhou muitos outros entretanto.
Porquê tudo isto?
Estou a preparar uma exposição de fotografia, para inaugurar daqui a um mês, e entre a escolha das ditas e do respectivo conteúdo, fui confrontado com uma questão recorrente: porquê expor ou mostrar alguma coisa? Qual a razão que nos leva a sujeitar à crítica alheia, quando podemos permanecer na nossa zona de conforto na qual todos somos autores brilhantes. Qual é a vontade que nos conduz e que nos faz dizer I did feel like. Talvez apenas porque um amigo nos desafia para isso mesmo, como aconteceu, sem qualquer pretensão, apenas pela amizade e pelo reconhecimento, nunca objectivo, obviamente, por aquilo que de alguma forma criamos.
O flyer anterior é isso mesmo: a exposição já tem um nome, porventura provisório, vai-se realizar e devo-a a todas as pessoas com quem me cruzei nos últimos oito anos. Sim, a ti também.

Nunca serei artista, mas gosto de criar, disse Ésquilo.
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 06:59 | 5 comentários   Hiperligações para esta mensagem

Check sound

Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 06:56 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Garanco-vos que Elina viu tudo



Sou um homem de gostos simples, um melómano moderado que decide os concertos a que assiste com base em critérios igualmente simples. Depois de uns Mogwai, ontem, que apenas pontualmente justificaram a dedicação, blame the sound system, nada como o recital de Elina Garanca, hoje, no sítio do costume.
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 22:43 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Tipping point

Chegámos ao ponto em que as pessoas inteligentes sentem necessidade de explicar as razões pelas quais estão ou não no Facebook, Twitter ou Whatever. Eu proponho antes o seguinte exercício: não pensem nem se justifiquem demasiado. Utilizem as redes sociais porque consideram que são úteis ou então deixem-nas em paz, mas não julguem os outros, aqueles que as utilizam, do alto da vossa superioridade, porque é isso de que se trata, de um julgamento. Até parece que os Facebookers não preferem o convívio de carne e osso, a leitura ou a escrita, ou que ter poucos "amigos" é um sinal de pouca popularidade. Cada um terá as suas razões para utilizar estas novas "ferramentas", como os outros terão as suas para não as utilizar, e eu próprio começo a pensar que escrever este post poderá parecer uma forma de justificação. A única razão que me poderia fazer abandonar o Facebook, no entanto, é a notícia do dia 2 de Fevereiro, do Telegraph, de que a empresa se prepara para vender a informação pessoal para publicidade. Aliás, já uma vez apaguei a minha conta devido a uma preocupação semelhante.
A apologia dos blogues também não é muito convincente pois, entre links, comentários e por detrás de um aparente anonimato, também são uma rede social. Ou nunca conheceram ninguém através dos blogues?
No Facebook, como nos blogues, cada um escolhe a informação que quer partilhar, os links que quer inserir ou os amigos que quer fazer ou adicionar. Todas estas "ferramentas" são, no entanto, formas de comunicação, de reach out, que eram impensáveis até há bem pouco tempo. Nem todas as pessoas têm colunas em jornais, provavelmente porque não têm nada de interessante para dizer, mas estas redes facilitam a expressão pessoal, e isso parece-me uma coisa boa, apesar de todo o ruído que este facto também envolve. Compete-nos a nós filtrar o desperdício e não negar a evidência da sua possível utilidade.
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 09:39 | 7 comentários   Hiperligações para esta mensagem
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Sir, yes Sir



Mítica cena de Full Metal Jacket, com Matthew Modine, em versão panqueroquer militar, a desafiar R. Lee Ermey:

"Is that you Jonh Wayne? Is this me?"
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 23:43 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem
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info: O Domínio dos Deuses, um blogue sobre condomínios

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