quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

2008: AINDA A TEMPO

Para uma última descoberta, via NPR: SON LUX, "Stay".



UM SUPER 2009
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 20:45 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Em tese geral (optimista)

Os defeitos que encontramos na outra pessoa ou a outra pessoa encontra em nós, mais cedo ou mais tarde, acabam por ser considerados como virtudes por outras pessoas.
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 09:07 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem
sábado, 20 de dezembro de 2008

Espectáculo do ano, talvez de uma vida

# 1
Tristan and Isolde
Ópera de Paris
29 de Novembro de 2008
Encenador: Peter Sellars, com projecção de vídeos do Bill Viola
Elenco: Waltraud Meier (Isolde), Clifton Forbis (Tristan), Ekaterina Gubanova (Brangäne), Hans-Josef Selig (King Marke), Alexandro Marco-Buhrmester (Kurwenal), Ralf Lukas (Melot)
Maestro: Semyon Bychov


Waltraud Meier
© Rui Hermenegildo
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 00:41 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Fim-de-semana com o morto


# 1



Depois de muito reflectir - bom, não muito, mas alguma coisa, tenho tido muito tempo para isso - cheguei à conclusão, mais difícil, que deveria escolher apenas um disco que, de certo modo, representasse 2008, e esse disco é, sem qualquer dúvida, pelo menos para mim, o dos Vampire Weekend, quanto mais não seja porque chegou bem cedo, logo em Janeiro, e me acompanhou ao longo de todo o ano, sem cansaço e sempre com um prazer renovado com a sua companhia. Perdi o concerto em Lisboa, porque estava noutro sítio bem melhor e muito mais bem acompanhado, o que não pode ser considerado traição, apenas selecção natural. Músicas como Oxford Comma, A-Punk, Cape Cod Kwassa Kwassa ou I Stand Corrected são "clássicos instantâneos", que vão resistir aos choques do tempo. Música feliz para pessoas mais, ou menos, felizes. Que venha o próximo.


Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 17:44 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem
terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Juízes Conselheiros

O amigo Eduardo, sempre atento à moderna jurisprudência lusa, enviou-me um extracto de um acórdão do nosso Supremo Tribunal de Justiça no qual três Juízes Conselheiros nos oferecem, nada mais nada menos, do que uma breve história do ruído, e cito:

«Ao principio era o caos e o silêncio infinito.
Aconteceu o grande estrondo e surgiu o céu e a terra.
Surgiram os mares e as fontes, as florestas e os animais.
Surgiu o paraíso com o seu ruído de fundo.
Surgiu o Homem senhor do paraíso.
E o Homem fez surgir o martelo e a bigorna , o foguete e o tron , o motor a vapor e de explosão , o avião e a bomba H.
O Homem sentiu que podia estar próximo outro grande estrondo, o caos e o silêncio infinito.
O Homem resolveu pensar e , pensando, gritou:
"Todos têm o direito a um ambiente de vida humano, sadio e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender."
E envolveu na tarefa de garantir esse ambiente o Estado e os cidadãos.
Mas o Homem não achou ser bom voltar ao paraíso, achou que o progresso era bom e devia continuar, o que havia a fazer era caminhar corrigindo e ordenando as actividades limitando a face negativa das mesmas.
Os homens deviam conviver com o ruído e tudo fazer para o limitar a valores suportáveis.
E o Estado começou por definir as medidas que deviam ser tomadas para prosseguir os objectivos que o Homem lhe fixou.
Entre elas considerou as que visem "garantir o mínimo impacte ambiental , através de uma correcta instalação em termos territoriais das actividades produtivas."
E assim surgiu (entre outras) o D.L. 251/87 (RGR)»

Em Portugal proliferam talentos desaproveitados.
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 02:41 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A Rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo


Nunca me interessei muito por policiais, mas a verdade é que em menos de uma semana devorei o primeiro volume e comecei ontem o segundo da trilogia de Stieg Larsson, Millenium.
Dispensava o "product placement" que atravessa um pouco todo o livro, entre produtos da Macintosh e da Hasselblad ou outras que tal, mesmo sendo fã das duas marcas, mas só a personagem Lisbeth Salander já justificava o culto.
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 02:56 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem

Geração Y

Finalmente onláine.
Via Mr. Pedro "How Soon Is Now" Mexia.
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 02:37 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem

Jingle Jams

O Natal é sempre propício às cançonetas e vai daí a NPR pediu a dez estações de rádio que enviassem as suas 10 canções de Natal preferidas e que podem ser ouvidas aqui, em stream. Eu continuo a preferir o clássico dos Ramones, 'Cause Christmas ain't the time for breaking each other's hearts'.

Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 00:06 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Variedades suecas



Cheguei cedo, talvez cedo de mais, mas àquela hora as pessoas já se alinhavam pela porta de entrada, à espera de um lugar ao lado do palco. Passado pouco tempo, a fila já era um grande arco. Depois de entrar, lá consegui um lugar mais do que privilegiado, uma autêntica novidade para mim. À minha frente tinha apenas um casal que ultimava o seu passatempo preferido: escrever “hug me”, neste caso nas próprias mãos, e esperar pelo momento apropriado para conseguir a atenção do artista e receber o referido abraço. Pareceu-me um pouco patético, confesso, mas quem sou eu para julgar os hábitos das pessoas. “Ontem conseguiu um tele-beijo”, dizia-me a namorada com um orgulho evidente. Esqueci-me de perguntar de quem e o que é um tele-beijo. Enfim. A dita namorada tinha pouco mais de um metro e cinquenta, o que me proporcionou uma vista tão desafogada quanto próxima da Lykke Li. E aqui chegamos ao que interessa. Depois de quase um ano a falar da senhora sueca, finalmente tinha-a à minha frente. Permitam-me, por isso, um comentário lateral para afirmar que a Lykke Li, a Marina Mota que me perdoe, tem as pernas mais bonitas que o Parque Mayer viu em muitos anos. Entrou, mexeu-se, remexeu-se, tocou, cantou, pulou, encantou. Aqueles saltinhos que quase simulam um desmaio são inesquecíveis e a sua voz megafónica permanece no subconsciente por bastante tempo. A versão de Cape Cod Kwassa Kwassa, dos Vampire Weekend, apanhou-me desprevenido, mas foram as suas próprias músicas que se transcenderam, conquistando ao vivo uma energia que no disco é mais dissimulada. Nota-se que é no palco que a personalidade de Lykke Li se desenvolve e essa euforia passa para quem está a assistir, por contraste com a outra sueca do festival, Sarah Assbring, que fez o apoio vocal em duas músicas, e parecia estar em lamento constante pela morte do seu animal de estimação. Para mim, faltou a “Time Flies”, mas menos de uma hora de concerto não dá para muito mais e o que tivemos foi o melhor concerto do Super Bock em Stock. Faltou outra coisa, muito mais importante, mas essa não posso nomeá-la aqui.
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 22:56 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Música Nova: Fan Death



Depois de Chromatics, Glass Candy, et al: Fan Death, com Veronica's Veil.
Mr Erol Alkan já remisturou, re-editou e essas coisas todas.
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 19:57 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem

This Charming Man



1.ª noite Stock em Bock ou lá o que isto é (em anotações rápidas)

Ladyhawke:
Foi uma desilusão ver a nova-zelandesa sem qualquer garra, a arranhar a guitarra, por sinal lindíssima, enquanto desfilava as músicas que lhe conquistaram o hype. Não demonstrou a convicção necessária e saí antes de "Paris is Burning". Um músico que não toca como se fosse a última vez não merece o nosso respeito.

Santogold:
O melhor momento da noite foi-nos proporcionado pela remistura e a entrada inusitada do "This Charming Man", no aquecimento para Santogold, pelo DJ da dita. Há músicas que têm este efeito e simplesmente não estava à espera. Santogold agarrou bem o público e, ao contrário de Ladyhawke, justificou plenamente o hype e comprovou o seu carisma. Saí antes de acabar, pois a sala há muito que estava irrespirável, para mim entenda-se.

Rui Reininho:
Picar o ponto no one-man-show-Reininho, com banda à altura e Armando Teixeira. Só ouvi uma música e quase fui expulso por não ter credencial de fotógrafo. Situação a rever.

El Perro del Mar:
A hora avançada pedia algo mais animado, mas a voz de Sarah Assbring conseguiu embalar-nos apesar do ruído de fundo, por vezes demasiado incómodo, que vinha do Bar. Tudo muito triste e pungente àquela hora da noite.

E para hoje, Lykke Li, finalmente.
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 18:15 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem

Estupidez "na hora"

Desde Março de 2007, passou a ser possível constituir associações "na hora”, o que, ao lado das empresas "na hora”, traduz uma medida emblemática do programa SIMPLEX do Governo de José Sócrates. Pretende-se com isto, julgo eu, promover o movimento associativo e desenvolver o chamado "Terceiro Sector". Os cidadãos que pretendam constituir uma associação "na hora" têm, no entanto, de escolher uma denominação entre uma lista previamente fornecida pelo Ministério da Justiça.

Caso não tenham nada para fazer, ou cheguem lá por ossos do ofício, como foi o meu caso, recomendo vivamente a leitura da referida lista de denominações, cujo número 0 é uma cinematográfica “007...ORDEM PARA BRINCAR”. Afinal sempre estamos em mês de Bond, e o "Quantum of Solace" já estava registado. Mas não pensem que as mentes criativas do Ministério se ficam por aqui, não, e deixo em baixo apenas uma selecção aleatória. Não entendo como é que a lista ainda é tão longa, deve ser seguramente pela diminuição do associativismo em Portugal. Não se inibam de experimentar e fazer “associações”, passo a expressão, pois é um óptimo exercício linguístico.

(as propostas de denominação do Ministério estão em MAIÚSCULAS):

- À SOMBRA DA BANANEIRA, que se poderia conjugar com AFASTAPREGUIÇA
- ABELHINHA MATREIRA, para apicultores?
- ABRAÇO APERTADO, que poderia ser uma filial da AFECTOS À SOLTA ou da PRAZER DE DAR
- ANJINHO DA MAMÃ, que seria o predilecto da MODERNASEDUTORA, SEMPRE SOLTA e com ORDEM PARA DOMINAR, depois de um PECADO BEM PASSADO, em POSIÇÃO VERTICAL e com PERNAS PARA ANDAR, SENSAÇÕES AOS MOLHOS e em SESSÃO CONTÍNUA
- SUSSURROS MISTERIOSOS da TURMA DO LAZER, em ÚNICA PAIXÃO
- ANTIGAS & ENIGMÁTICAS com RESMAS DE SEDUÇÃO em RITUAL PRIVADO para deixar SEMENTE GIGANTE
- ASSUNTOS COM INTERESSE, em que é que estariam a pensar?
- BODA & BANDURRA, como?!?
- BRANCAÓLICOS, para os viciados na branca
- CALOTE ESFÉRICA, para o sistema financeiro
- INTUIÇÃO MASCULINA, não têm INTUIÇÃO FEMININA, já devia estar tomada
- LETRA DE FORMA, o Augusto Seabra que se cuide
- LOGIN FOR LOVE, deve ser para speed-dating, afiliada da MEETINGTOWN
- MARRETADAS NO PASSADO, para REFINAR ESTRATÉGIAS e RESGATAR MOMENTOS
- Varações em dourado: BASTÃO DOURADO, CREPÚSCULO DOURADO, MILHAFRE DOURADO, DIAS DOURADOS, FLABELO DOURADO, FUNDO DOURADO, NICHO DOURADO, PINÁCULOS DOURADOS, VASO DOURADO, VERÃO DOURADO, CHUVA... NÃOAOO!!!
- ÓPTIMO ASTRAL, por causa do acordo ortográfico
- PAELHA D'OPORTUNIDADES, pelos nossos hermanos
- PARE, ESCUTE E ESCOLHA, para aproveitar frases célebres, ou não
- PASSWORD A BORDO, versão web 2.0.
- TALCO E TERNURA, para associações de mães, espero
- TUDO TEM UMA CAUSA... (as reticências fazem parte da denominação).
E finalmente,
- DE MIAR POR MAIS
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 17:41 | 0 comentários   Hiperligações para esta mensagem
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info: O Domínio dos Deuses, um blogue sobre condomínios

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