sexta-feira, 14 de novembro de 2008

De novo a língua

Costumo respeitar pessoas silenciosas, quanto mais não seja por oposição a pessoas verborreicas. As pessoas silenciosas representam, no entanto, um perigo em potência. O silêncio pode ser utilizado, por exemplo, para disfarçar uma voz terrivelmente aguda ou, em casos mais extremos, uma dentição incompleta ou uma gaguez desarmante. Noutros casos ainda, o silêncio serve apenas para esconder o vazio. O vazio de ideias, o vazio de causas, o vazio de emoções. Manuela Ferreira Leite está neste último caso. Preferia quando não falava, pois assim evitava admitir que nada tem para dizer ou anunciar ao país, como hoje no Público: "Se eu tivesse políticas alternativas não as anunciava até às eleições; eram todas copiadas pelo PS".

Se eu tivesse juízo, ontem tinha-me deitado mais cedo, mas não tenho. Também não sou líder do principal partido da oposição, tenho sempre essa desculpa, já que o silêncio não me serve.
Publicada por Rui Hermenegildo à(s) 18:47 |  

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